Leonard Cohen deve estar neste momento a cantar no Pavilhão Atlântico. Andei meses com dúvidas dilacerantes sobre se havia de ir ou não. Optei por não o fazer. De Cohen recordo o concerto em Antuérpia, a 4 de julho de 2009. E as memórias que tenho dessa noite flamenga são tão mágicas, tão puras, permanecem em mim de forma tão impressiva e especial, que voltar a Cohen só poderia ser uma reprise que me levaria comparações desastrosas. Como quando se regressa a um livro que se leu na adolescência e nos marcou e depois nos interrogamos do alto do nosso estado de adulto: então era isto?
Cohen, o mestre, o sacerdote e o poeta serão para mim uma recordação eterna dessa noite dum 4 de julho. Sem poluição nem regressos.

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