Roma é uma cidade tão violenta e despudoradamente bela que chega a doer. Londres convida-nos à comunhão do mundo; Paris convida ao amor. Berlim convida à criação. Mas a beleza de Roma é tão fulgurante, tão intensa, tão grande, que chega a provocar um mal estar. A plenitude do belo, com esta intensidade, está muito próximo do esplendor da morte. Beleza assim só pode servir para nos lembrar da nossa finitude.

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