O momento em que Portugal vive é uma oportunidade: uma oportunidade para pensar.
A questão é: para que serve o Estado? Quais devem ser as suas funções? Que obrigações lhe incumbem? Que deveres o devem mobilizar? O que deve ser responsabilidade pública e o que deve ser responsabilidade dos indivíduos e da sociedade civil? Uma coisa é certa: as exigências ao "Estado" são cada vez mais e os meios são cada vez menos. De ora em diante, vamos ter de escolher, fazer opções, deixar para trás confortos a que estávamos habituados, ser mais criativos, mais autónomos, mais responsáveis, menos dependentes, ter menos "rede", correr mais riscos, fazer mais contas. Vamos ter decidir mais vezes e deixar de esperar que outros o façam por nós. Livres na escolha e livres no risco. Há muito tempo que a Igreja Católica reflecte sobre isto: chama-se subsidariedade (cfr. Quadragesimo anno, de Pio XI, de 1931).

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