Voz sapiente e experimentada dizia-me a certa altura que, quando se faz uma mudança de casa, ou se organiza tudo nos 6 meses subsequentes ou que o risco de eternização dos caixotes é grande.
Verdadíssima. 16 meses depois do regresso à pátria, continuo a lutar contra a rebeldia da desarrumação: tenho quadros tapados por jornais encostados na parede do quarto (a pretexto de estar a decidir em que parede os penduro), tenho caixotes que albergam despojos de fotografias, cinzeiros partidos, livros arrependidos, roupa prescrita, manuais de direito (revogado) e adaptadores de eletricidade de 3 sistemas diferentes.
Este fim de semana, venci (parte) da inércia e vasculhei o pó à procura do que tinha sobrevivido a quase uma década de encaixotanço. Passei a tarde de domingo com alergia mas ainda não percebi se o problema é pó ou o passado. Um dos dois deu cabo de mim.

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