12 de outubro de 2012

Nobel da Paz: requiem ou esperança?


Pode-se dizer muita coisa e são quase tudo coisas acertadas. Que este prémio é tardio. Que a UE o deveria ter ganho há 20 anos. Que o merecimento é duvidoso. Que é um sinal errado. Que soa a epitáfio. Que é hipócrita. E por aí fora.

Mas hoje à hora de almoço, falando com alguém (e que não é português) que trabalha na Comissão Europeia, o meu interlocutor dizia-me que se sentia também parte deste prémio. E dizia-me uma coisa que os portugueses insistem em não perceber, que não podem perceber porque a nossa história não o permite: a União Europeia, com todos os defeitos que possa ter, é a vitória da paz sobre a guerra.

E, por isso, rejubilo com este Nobel, apesar de tudo. Apesar de tudo. Porque como me dizia de Bruxelas o F.: "isto era inconcebível no tempo dos meus avós". Lembremo-nos disso.


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