4 de outubro de 2012

Renascer


Dias longos e difíceis. Hoje veio-me à memória um comentário que um antigo titular ministerial, há muito afastado da ribalta, nos fez, a mim e a AC, quando "começámos". Dizia ele: "pois o que é chato é que vocês agora não têm muito dinheiro. No meu tempo, isso era uma questão que não se punha." Pois é, o problema é que se punha mas ninguém ligava. Hoje a ferida está exposta, não só em Portugal mas um pouco por toda a Europa. Precisamos de um momento refundador, precisamos de um renascimento constituinte (no sentido jurídico e filosófico), precisamos de ousar repensar para o que serve o Estado, o seu papel e os seus limites. Sem tabus. Questionar tudo. Para sobreviver. Mais do mesmo, não dá (Lucas Pires, no espaço do centro-direita, e Boaventura Sousa Santos, no espaço da esquerda, foram dos que mais escreveram sobre isto e de forma mais interessante. Com visões muito distintas, ambas concordaram na necessidade de um "novo contrato social". Passe a imodéstia, também já escrevi e publiquei sobre o assunto, pelo menos desde 2000).

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